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Indústria recebe R$ 643 bilhões e amplia projetos no país

MDIC amplia política industrial e reforça ações em 2025


Foto: Pixabay

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que, em 2025, consolidou e ampliou programas e ações estruturantes desenvolvidos desde 2023, no âmbito da política industrial brasileira. Segundo a pasta, as iniciativas reforçam o compromisso com um modelo industrial voltado à inovação, à exportação, à sustentabilidade, à competitividade e à inclusão.

Sob a gestão do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin e a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o MDIC atuou para ampliar o acesso a novos mercados, atrair investimentos estrangeiros e melhorar o ambiente de negócios. De acordo com o ministério, essas ações contribuíram para mitigar os efeitos do aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

O MDIC destacou que as negociações para a redução das tarifas adicionais exigiram meses de diálogo com autoridades norte-americanas e representantes do setor empresarial dos dois países. Como resultado, foi estruturado o Plano Brasil Soberano, que disponibilizou R$ 40 bilhões em crédito para empresas afetadas, além de outras medidas. Paralelamente, o processo levou à eliminação das tarifas sobre grande parte dos produtos exportados pelo Brasil ao mercado norte-americano.

Ainda em 2025, os recursos do Plano Mais Produção, instrumento de financiamento da Nova Indústria Brasil (NIB), alcançaram R$ 643,3 bilhões. Segundo o MDIC, 93% desse montante já foi contratado e direcionado a cerca de 406 mil projetos industriais em todas as regiões do país.

Entre os programas vinculados à NIB, o ministério apontou como destaques o Carro Sustentável, que zerou o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos de entrada, e a Política Nacional de Datacenter. Esta última criou o programa Redata, com foco no estímulo à construção de centros de dados no Brasil e no desenvolvimento de cadeias produtivas associadas a semicondutores, tecnologia da informação e cabos submarinos, em articulação com investimentos em energia renovável.

Em um contexto de retração do comércio internacional, marcado pelo avanço do protecionismo e de barreiras tarifárias, o governo brasileiro reafirmou, em 2025, a defesa do multilateralismo. Conforme o MDIC, esse posicionamento se traduziu na busca pela abertura de novos mercados para produtos nacionais, com destaque para a assinatura do Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e os países da EFTA e o avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia.

O ministério informou ainda que avançaram, ao longo do período, iniciativas voltadas à redução de custos e prazos para a realização de negócios, por meio da facilitação, simplificação e desburocratização de processos. Também foram intensificados esforços para ampliar a competitividade da indústria nacional, com medidas de defesa comercial, contenção de surtos de importação e redução tarifária para produtos e insumos não produzidos no país.

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